O estresse está à sua frente?
Em várias situações do cotidiano o estresse tem sido apontado como o vilão responsável pela 'explosão' emocional. Em determinados momentos, gera conflitos ou, então, tornou-se o ponto inicial para a falta de motivação das pessoas. E isso vale tanto para a vida pessoal quanto profissional. Seja por um motivo ou outro, a realidade mostra que o estresse é um fator presente na vida de qualquer pessoa e ninguém está livre dele. Dessa forma, o que resta ao homem é saber administrar os fatores considerados estressores e, assim, garantir uma melhor qualidade de vida seja junto à família, aos amigos e no ambiente de trabalho.
Uma pesquisa apresentada em maio de 2007, durante a realização do 160º Congresso Anual da Associação Americana de Psiquiatria, em San Diego (EUA), revelou que problemas relacionados à depressão, como distúrbios do sono, fadiga extrema e falta de concentração aumentam o impacto da doença na vida do profissional. E isso, vale destacar, pode acontecer principalmente junto a pessoas que ficam mais expostas à competitividade e, conseqüentemente, tornam-se mais vulneráveis ao estresse. O estudo apresentado no congresso norte-americano apontou ainda que quando esses sintomas manifestam-se de forma simultânea elevam significativamente os custos para o tratamento. A pesquisa, realizada com aproximadamente 14 mil funcionários de duas empresas americanas, fez uma avaliação da estimativa dos profissionais em relação à produtividade no trabalho (presenteísmo) e aos gastos com a saúde do trabalhador.
As pessoas que fizeram parte desse estudo e que relataram apenas depressão apresentaram aumento no custo anual das organizações e aquelas que afirmaram ter fadiga ou problemas do sono associados à depressão tiveram a média anual de custos majoradas. Segundo Márcia Merquior, psicanalista e responsável pelo Departamento de Avaliação do Estresse Emocional da Vita Check-up Center, no Rio de Janeiro, é somente com um bom gerenciamento do problema que as pessoas serão capazes de reduzir os níveis de estresse e conduzir, com mais eficácia, as constantes pressões diárias, cada vez mais presentes no cotidiano.
"O trabalho excessivo que leva a uma invasão da vida pessoal, com empobrecimento da qualidade de vida, promove uma sensação constante de desconforto e angústia que podem sim se tornar crônica e levar a uma tendência depressiva, principalmente quando há também ausência de reconhecimento e premiação pelo esforço empreendido", afirma Márcia Merquior, ao acrescentar que, no entanto, os indivíduos devem sempre ter em mente que, para se configurar realmente um quadro depressivo, este é também determinado por uma tendência subjetiva da pessoa em questão.
Quando questionada sobre as razões que levam as organizações a se tornarem um campo propício para a o surgimento do estresse e da depressão entre os profissionais, a especialista afirma que o nível maior de alienação do processo produtivo imposto pelas novas tecnologias, as pressões por resultados cada vez mais competitivos, o enxugamento da mão-de-obra, tornam o campo de trabalho de um grau de exigência por vezes sobre-humana.
Ela comenta que o estresse continuado, cronificado no nível três, por exemplo, onde existe um sentimento de "guerra perdida", ou seja, de impotência diante das pressões cada vez mais fortes e abrangentes, leva à exaustão física e emocional e ao possível aparecimento de algumas doenças, tais como hipertensão, gastrite, alergias reincidentes, tendência ao alcoolismo ou à dependência de drogas. O surgimento dessas doenças, por sua vez, vem aumentar a ansiedade de "não conseguir dar conta do recado", alimentando um ciclo vicioso e perverso. E isso, é claro, é visível no meio organizacional.
Retirado do site http://www.administradores.com.br/noticias/o_estresse_esta_a_sua_frente/14697
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